bannergrito2015_mktPor um Brasil sustentável, sem fome e sem pobreza. Estes são lemas do Grito da Terra Bahia 2015, que acontecerá no dia 21 de maio (quinta-feira), em Salvador. Organizado pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura no estado da Bahia (FETAG-BA), uma entidade com 51 anos de luta e história na defesa do homem e da mulher do campo, o evento deverá reunir cerca de 5.000 (cinco mil) trabalhadores rurais e agricultores familiares de todo estado.

O Grito da Terra acontece como uma estratégia de ação do Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR), sob a coordenação da FETAG-BA. O objetivo da mobilização é reivindicar políticas públicas e avanços para o fortalecimento da agricultura familiar, assalariados rurais, aposentados e assentados da reforma agrária. Ao longo a Federação luta e acumula vitórias com muitas bandeiras de luta, agora se mobiliza para cobrar a execução dessas políticas para consolidar definitivamente as atuais e novas conquistas.

No Grito da Terra Bahia os trabalhadores rurais vão às ruas para reivindicar ao Governo do Estado acesso à terra como o início do processo produtivo, crédito, assistência técnica pública gratuita, continuada e de qualidade, saúde, educação e segurança no campo, habitação rural, regularização fundiária, titulação das terras, dentre outras demandas. Juntamente com demais delegacias sindicais, com nossas bandeiras e faixas, exigiremos o avanço do desenvolvimento da agricultura familiar na Bahia e no País, a aceleração do seu crescimento na produção de alimentos, e, sobretudo, respeito aos homens e mulheres com a implantação de políticas sociais que garantam o bem estar no campo, mais investimentos com políticas públicas e na Reforma Agrária assim como alternativas para o enfrentamento da seca exigindo veementemente dos governos ações estratégicas e definitivas com ampliação de tecnologias e práticas agrícolas de convivência, uma reforma hídrica democrática que garanta ao homem do semiárido acesso a água para consumo humano e inclusões sócios produtivas consolidando a agricultura familiar.

A FETAG-BA espera que de forma coletiva, governo, entidades não governamentais e os povos do semiárido possam construir um plano de convivência com a seca que tenha sustentabilidade ambiental, hídrica, social, econômica e cultural de forma a vivermos e convivermos sem fome, sem sede e sem pobreza.